A realidade virtual não é mais tendência graças ao seu smartphone
Marcus Pereira 2015/08/17 19:17:57 +0000 | 6 minutos de leitura
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A realidade virtual não é mais tendência graças ao seu smartphone

Imagine um mundo onde a realidade virtual faz parte do nosso dia a dia. Uma sala de aula, uma conferência em um congresso, uma reunião de negócios. Assim como outras tecnologias, como as telas sensíveis ao toque, a realidade virtual está entre aquelas inovações que parecem distantes em um primeiro momento, no entanto uma breve pesquisa nos mostra que ela poderá fazer parte da nossa vida cotidiana muito antes do que imaginamos.

A tecnologia que inicialmente apareceu em dispositivos específicos, como o Oculus Rift, hoje já é disponível através de gadgets que usam o smartphone como tela do óculos. Sim, muitos de nós já possuimos um aparelho pronto para a realidade virtual no bolso.

 

A tecnologia da realidade virtual, diferente do que muitos pensam, não é tão nova assim: existem registros de experimentos com a tecnologia na década de 1970! Acontece é que o tempo passou e só no ano passado é que começamos a ouvir mais sobre essa tecnologia. A grande quantidade de equipamentos disponíveis e a diversidade de aplicações da realidade virtual só vêm confirmar que não estamos mais diante de uma tendência.

Realidade virtual e suas aplicações

Os modelos mais conhecidos de dispositivos para realidade virtual são o Oculus Rift, um dos precursores deste movimento, o Gear VR, da Samsung, o Hololens, da Microsoft e o Morpheus, da Sony - os dois últimos apresentados neste ano na última edição da E3, ambos com uma pegada mais gamer.

Falando em games, sempre que tocamos no assunto da realidade virtual, naturalmente a imagem da experiência de um jogo surge na cabeça. Mas será que é só nos games que a aplicação da realidade virtual faz sentido? Não. Ela pode ir muito mais além.

Se levarmos em consideração que esta é uma tecnologia que facilita a comunicação visual, trabalhando também com outros estímulos sensoriais, então podemos afirmar que a RV pode também ser aplicada a outros cenários.

Entre as principais estão as aplicações para comunicação à distância; educação - especialmente aquela que envolve a visualização de elementos, como a biologia e a engenharia; tratamentos de reabilitação; simulação e treinamento para aviões; e para tele-conferências que simulem a presença humana. Vale destacar aqui também experiências com realidade virtual aplicadas à arquitetura e ao urbanismo para visualização, interação e imersão em espaços. Para entender melhor tudo isso só experimentando um destes dispositivos.

A realidade virtual na tela do seu celular

Muitas tecnologias nasceram em um ambiente, com um intuito, e com o tempo acabaram se tornando mais populares graças à sua conexão com os smartphones. Com a realidade virtual não é diferente - a tecnologia que começou com aparelhos estranhos aos poucos vai se tornando mais popular com a possibilidade de transformar o seu celular em uma tela de RV.

Existem ótimos exemplos de dispositivos que permitem fazer isso, inclusive um deles é brazuca, o Beenoculus.

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Um dos mais conhecidos óculos de realidade virtual via smartphone é o Google Cardboard, que nada mais é que um óculos de baixo custo construído com base em uma cartela de papelão. Qualquer pessoa pode acessar o site do projeto, baixar o kit de instruções, conseguir os materiais e construir o seu óculos. Além desta opção DIY é possível também comprar diferentes versões do Cardboard, todas no site oficial do projeto. Os preços variam de US$15 a US$85. Também é possível encontrar clones chineses de até US$5 - tudo depende da vontade do freguês.

Além do projeto desenvolvido pelo Google para popularizar a realidade virtual, acredito que vale destacar também o Beenoculus, único representante brazuca neste segmento - pelo menos por enquanto. Assim como o Cardboard o Beenoculus é um acessório que utiliza smartphones para proporcionar experiências em realidade virtual.

Desenvolvido para atender aos mais variados públicos, o Beenoculus permite que qualquer smartphone com uma configuração mínima possa se tornar uma tela de realidade virtual. A experiência varia bastante de acordo com o tamanho do celular - telas menores como a do iPhone 5 prejudicam um pouco a experiência.

O funcionamento é bem simples. Um kit com um Beenoculus contém o corpo do óculos, uma tampa que é acoplada ao corpo através de um imã, e um adaptador de acordo com o modelo do smartphone que é encaixado junto com o celular na tampa. Tudo muito simples e funcional. Além da experiência vale destacar também o conforto proporcionado pelo dispositivo. Um kit como esse custa R$129 no site deles, e caso você queira comprar mais um adaptador, cada peça sai por R$19,90. A empresa trabalha também com foco em desenvolvedores que podem criar suas aplicações com base nesta tecnologia - o kit para devs sai por R$499 e contém além do óculos e do adaptador, um controle bluetooth para games, um fone de ouvido bluetooth e a SDK da aplicação.

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Marcus Pereira

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