Até quando o Brasil vai amarrar o empreendedor?
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Até quando o Brasil vai amarrar o empreendedor?

Não é novidade para ninguém que a vida de empreendedor no Brasil não é das mais fáceis. Dezenas de impostos, processos burocráticos, e como se não bastasse tudo isso, ainda fomos agraciados nos últimos meses por uma das piores crises econômicas que o país já viu.

A confirmação desse contexto veio nesta semana, com a divulgação de um ranking do Banco Mundial que avalia os ambientes de negócios ao redor do mundo. O Brasil é um dos piores: 123º posição na lista mundial, com 190 países; e 22º colocação na América Latina, que inclui 32 representantes. Um resultado preocupante para um país das dimensões do nosso, e com um potencial empreendedor gigantesco. Para se ter uma ideia, nós estamos atrás de países como Ruanda e Nepal, que independente de preferências pessoais são consideradas economias com baixa renda per capita.

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A pesquisa avalia o grau de dificuldade para se fazer negócios no país, e usa indicadores como o tempo de abertura da empresa, facilidade para obtenção de alvarás, registro de patentes, acesso ao crédito, carga de impostos, entre outros. Resumindo, todos aqueles fatores burocráticos determinados pelo Estado e que têm uma influência direta na vida do empreendedor.

Para se ter uma ideia, o país fica quase em último lugar na lista mundial de 190 países quando o assunto é o pagamento de impostos — são mais de 2 MIL HORAS de trabalho por ano APENAS para pagar impostos. É verdade, isso não é nenhuma novidade para quem já se informou sobre os tributos antes de pensar em abrir uma empresa, mas já passou da hora de aproveitarmos o momento de política inflamada para também discutirmos este assunto.

Aí eu te pergunto: até quando o Brasil vai manter o empreendedor amarrado desse jeito, tendo que tirar leite de pedra para fazer um novo negócio prosperar? Em tempos de crise econômica e aumento do desemprego, são os empreendedores, corajosos e sonhadores, que tem condições de ajudar a tirar a nossa economia do buraco. Afinal de contas, é a cauda longa de pequenas e médias empresas que mais gera empregos e movimenta o mercado.

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Neste final de semana muitas capitais vão passar pelo segundo turno das suas eleições municipais — Curitiba, onde moro, inclusive — e acho bem válido que este assunto seja cobrado dos novos gestores. Mais do que isso, que esse tema figure também nas próximas disputas estaduais, presidenciais e legislativas. Não dá mais para continuar dessa forma, com um contexto que pune o empreendedor enquanto o custo da máquina pública — funcionalismo, políticos, indicações e comissionados — segue sem cortes, e mamando dos impostos pagos por estes mesmos empreendedores.

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Nós, brasileiros, já mostramos que nossa criatividade é capaz de realizar coisas incríveis. São diversas histórias de grandes empresas nascidas aqui, invenções e realizações que nos orgulham por carregar o verde e amarelo em sua essência. Um potencial gigante, desperdiçado por um sistema que pune justamente aqueles que, além de corajosos e sonhadores, agora precisam também encarnar os super-heróis do empreendedorismo.

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Marcus Pereira

Marcus Pereira

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