Circulê mistura incentivo à leitura ao compartilhamento de livros
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Circulê mistura incentivo à leitura ao compartilhamento de livros

Livros têm o poder de nos inspirar e mudar nossa forma de ver o mundo. Alguns deles em especial realmente mudam nossa vida. Trazem insights novos, nos apresentam novas ideias, enchem nossa mente com visões e conhecimentos diferentes. Esses são os livros que a Maria Augusta Ribas - ou simplesmente Guta - chama de livros marcantes. E é justamente sobre eles que se trata o projeto que ela e sua sócia, Paola Gulin, desenvolveram: o Circulê. "Circulê é a troca de livros marcantes", conta Guta. "A ideia nasceu através do curso online da Ideo que fizemos, para empreendedores do mundo inteiro que queriam gerar um projeto inovador".

O projeto nasceu em outubro de 2013, e para participar é muito simples. Basta escolher um livro marcante para você, escrever uma dedicatória contando sua experiência com a leitura, ou apenas uma mensagem para o próximo leitor, e aí então deixá-lo disponível em algum ponto de troca do projeto. Para saber onde estão os pontos de troca, é só acessar o site. "Quando o leitor deixa o livro em um dos nossos pontos de troca automaticamente já faz parte da rede e pode pegar outros livros para ler, e assim repetir o ciclo", explica Guta. Como o próprio site diz, "aqui a gente acredita que boas histórias merecem ser compartilhadas".

O Circulê

circulê

O nome vem da conexão da palavra 'circular' com 'lê' de leitura, e aposta em um formato colaborativo para, de uma forma simples, econômica e rápida, promover o acesso à leitura. Segundo as fundadoras, através de pesquisas e no decorrer do desenvolvimento do projeto, elas puderam perceber que livros ainda ocupam lugares importantes para as pessoas, inclusive ainda liderando vendas em relação a livros digitais. "As pessoas ainda se sensibilizam com a sensação de ler um livro de papel e virar página por página, além da enorme experiência emocional que a dedicatória na primeira página oferece ao leitor", conta Guta.

Para Guta, o consumo colaborativo já é uma realidade lá fora e no Brasil ainda precisa caminhar um pouco para que torne-se um hábito. A experiência da colaboração pode ser muito mais rica, e isso sem contar a troca de emoções entre os participantes, e o aumento no ciclo de vida do produto. "Com o Circulê hoje vejo como podemos usar colaborativamente os nossos pertences e como seria um mundo muito melhor se todos tivessem esta consciência", diz.

circulê Imagem Festival de Leitura Circulê, organizado em parceria com o HUB Curitiba.

Depois de quase um ano de existência o Circulê parte para novas etapas. Elas já tiveram reconhecimento nacional e internacional, figurando no Imagination for People entre um dos 14 projetos sociais mais promissores do Brasil, e atualmente está sendo acelerado pelo Social Good Lab Brasil. Para o futuro os planos delas são de, através da aceleração, aliar tecnologia ao Circulê para assim aumentar o impacto social e com isso oferecer uma experiência muito maior para o usuário. Falando em impacto social, esse é um ponto importante no propósito das empreendedoras: querem ser referência nacional quando se fala em leitura. "Pesquisas alegam que apenas 50% dos brasileiros lêem, mas vemos na prática que este número é ainda menor, os brasileiros têm preguiça de ler e não se interessam pelos livros," explica Guta.

"Quando a gente conseguir reverter este quadro, trazendo mais leitores e fortalecendo os já leitores, acreditamos que a educação do Brasil vai mudar para melhor".

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Marcus Pereira

Marcus Pereira

Community Manager - Capivalley

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