Como resolver a falta de um designer na equipe
Catarinas Design 2015/08/05 13:42:05 +0000 | 9 minutos de leitura
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Como resolver a falta de um designer na equipe

Felizmente boa parte das empresas que desenvolvem soluções digitais com o objetivo de resolver algum problema dos usuários já perceberam que a presença de um profissional da área do design no processo é algo muito importante para o sucesso e rentabilidade de uma solução.

Não apenas pelos aspectos evidentes e primários relacionados a apresentação do produto mas também devido aos motivos que não cansamos de repetir. Como representante da classe designer, venho nesse post também trazer um pouco dos inúmeros excelentes benefícios de se ter um designer para chamar de seu na equipe ♥ Dá só uma olhada ?

Tendo um designer (ou mais) em seu time, você…

…acaba conhecendo e entendendo melhor PARA QUEM está projetando

Designers desde o início da faculdade trabalham pensando nos sentimentos dos usuário, em quem é essa pessoa, o que ela precisa, quais são suas limitações.. Aquela história de “design centrado no usuário” é algo redundante para nós, tendo em vista que isso já é uma premissa óbvia dentro dos processo de design. A EMPATIA é um atributo essencial para esse tipo de profissional,então se você tem designers no projeto essa habilidade e competências irão assegurar que a voz do usuário seja ouvida e bem representada.

…vai usufruir de metodologias democráticas que visam ENTENDER TODOS OS LADOS e não apenas o do desenvolvedor ou do stakeholder

Apesar do designer representar a voz do usuário dentro da empresa, as metodologias e ferramentas desse profissional também buscam entender os outros lados da moeda, afinal o objetivo não é salvar as baleias, mas sim fazer o negócio dar lucro ou qualquer que seja o objetivo de negócio envolvido.

…conta com profissionais que possuem um PERFIL INTEGRADOR e que por isso estão abertos a ouvir diferentes pontos de vista e trabalhar de forma holística

Justamente porque designers sabem que não são autosuficientes para criar um produto inteiro sozinhos que sabem da importância de trabalhar em equipe. Raramente equipes de designers funcionam melhor trabalhando de forma isolada, quanto mais integrações, troca de ideias com diferentes áreas e contato com pessoas, mais fluído e rico é o processo. Com esse posicionamento colaborativo e holístico trabalhar com designers significa criar pontes entre os setores e áreas da empresa.

…melhora a apresentação, organização e COMPARTILHAMENTO dos dados e informações que são úteis para o time de projeto

Um dos atributos de um designer que trabalha com UX é compilar a informação bruta que vem de pesquisas (primárias ou não) e transformar isso em conhecimento a ser compartilhado com os envolvidos no projeto.

…não precisa fazer gambiarras e improvisos para ter uma identidade visual consistente e amigáve, contando com uma SOLUÇÃO GRÁFICA PROFISSIONAL que vai te trazer muito mais CREDIBILIDADE

Fato que a primeira impressão de uma interface é a parte gráfica. Se você já começa com uma estética amadora ou com um excesso de informação e cores que causam desconforto a barreira inicial está criada. Trabalhar com uma solução gráfica para um primeiro impacto coerente com a linguagem do público e a identidade da empresa inevitavelmente é uma forma de transparecer o profissionalismo e qualidade do seu produto, por mais “superficial” que isso possa soar.

…aumenta consideravelmente as chances de propor um BOA EXPERIÊNCIA para seus clientes com uma NAVEGAÇÃO FLUÍDA e intuitiva

Além da questão estética, que é apenas uma das partes de uma boa experiência, a arquitetura da informação é outra área que designers dominam ao levar em consideração a hierarquia dos conteúdos, a diagramação, a ênfase de cada elemento e os agrupamentos das coisas para gerar uma navegação ridiculamente óbvia para quem estiver interagindo.

E se eu não tenho um designer, o que posso fazer?

Mas ok, se mesmo sabendo disso tudo e de toda a importância temporariamente você ainda não pôde trazer um time de designers para seu projeto, vamos tentar te dar uma ajuda para sobreviver a essa fase difícil sem deixar seu negócio afundar. Confira aqui algumas dicas, não necessariamente em sua ordem de importância:

1º Sempre que for preciso, pense como um!

Como citei acima, uma série de atribuições fazem parte do “know-how” dos designers. Se você não pode contar com um em seu time faça com que alguém tente vestir o chapéu desse profissional para assumir essa posição de “advogado do diabo” e defender os interesses do ponto de vista do usuário.

2º Esteja constantemente atento ao seu cliente e suas necessidades

Pratique a ação de se aproximar do usuário e prestar mais atenção no que ele diz, pensa e sente a respeito do problema que você quer resolver e com a forma como ele se relaciona com seu produto.

3º Abra um canal de comunicação e feedback com seu usuário

Abra um espaço para ouvir o que seu cliente tem a dizer e incentive o feedback. Pergunte para os clientes o que eles acham sobre o produto e deixe claro que você quer saber a opinião dele para melhorar sua vida.

4º Utilize frameworks gráficos

Se você não pode contar com designers para deixar tudo mais apresentável, pelo menos faça uso das infinitas “coisas prontas” em termos de apresentação visual que existem por aí. Uma boa dica é esse post de “300 coisas gratuitas e sensacionais” que reúne uma série de frameworks, styleguides e outras dicas mãos na roda para quem precisa se virar.

5º Chame seu usuário para co-criar com você

Em era de co-criação nada faz mais sentido do que se aproximar de quem mais entende do problema que você quer resolver. Faça seções de dinâmicas convidando representantes do perfil de seus usuários ou pessoas que fazem parte de sua base de clientes para trabalhar e esboçar ideias juntos. Um bom exemplo disso é o “card sortings” onde você dispõe os conteúdos de sua interface em pequenos cards e pede para os usuário organizarem da forma que faz mais sentido para eles. Assim você consegue ler como eles pensam de forma bastante clara.

6º Faça testes de usabilidade frequentemente

Faça testes! Quanto mais vezes puder melhor, teste pequenos detalhes ou grandes mudanças. De preferência faça esses testes em protótipo, sem grandes burocracias. Mantenha alguns usuários chave próximos para poder consultá-los ou em último caso faça testes com qualquer outro ser humano que não seja o desenvolvedor ou o dono do produto.

7º Mantenha este lema em mente: “menos é mais”!

Não sobrecarregue os olhos das pessoas com excesso de informação e cores. Seja criterioso com o que você coloca na sua interface, pergunte-se mais de uma vez se cada item é REALMENTE importante naquela tela.

8º Na dúvida, SIMPLIFIQUE! (o famoso “K.I.S.S.”)

Por mais que você ache incrível colocar todas as funcionalidades do mundo no seu produto “keep it simple stupid”! Foque nas dores principais do usuário, não tente resolver todos os problemas da vida dele pois sem dúvida alguma isso só irá atrapalhar o entendimento e uso da ferramenta.

9º Planeje, esboce e faça debates com a equipe antes de sair codificando

Permita-se refletir sobre o porquê de cada funcionalidade e posição dos componentes, esboce, questione e discuta com alguém que não esteja tão inserido no contexto antes de partir para a ação.Isso provavelmente te fará economizar tempo de trabalho e aumentará a assertividade do que você está fazendo.

10º Use as convenções já existentes a seu favor

Analise as soluções populares do nicho de seu produto e também os produtos mais conhecidos em geral e aquelas que seu público já está acostumado. Em cima disso perceba quais são as recorrência e convenções que todo mundo já sabe como usar quando se depara com a tela. Você não deve reinventar a roda querendo ser inovador, tente fazer uso do que já existe de convenções e com isso economize o tempo de aprendizado de seus clientes.

Veja também:

Ebook: Vantagens de contratar um serviço terceirizado de consultoria e usabilidade

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