SXSW 2015 e o capital de aventura
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SXSW 2015 e o capital de aventura

Como em todos os anos em que os primeiros meses são marcados por feiras, lançamentos e promessas de novas tecnologias, este mês de março mais uma vez foi movimentado pelo gigante festival de entretenimento e tecnologia, South by Southwest, ou simplesmente SXSW.

Normalmente acabo ficando sabendo das novidades, lançamentos e etc, mas neste ano em especial ele chamou um pouco mais minha atenção. Tudo começou quando vi este post no Startupi falando de startups brasileiras que se preparavam para o evento alguns dias antes no Vale do Silício.

Escrito por Guilherme Junqueira, da ABStartups, o post - como não poderia ser diferente - valoriza nosso ecossistema, a missão brasileira no Vale e a Apex-Brasil, entidade que junto da ABStartups escolheu as 15 representantes nacionais.

O destino das startups depois de São Francisco foi Austin, no Texas, para participarem do Startup Village no SXSW 2015. Existente desde 2012 na versão Interactive do festival, a Village reúne toda a programação voltada ao empreendedorismo: painéis, meetups, torneios, palestras, e a já conhecida competição SXSW Accelerator. Falando assim parece a receita perfeita, certo? Bom, quem sabe nem tanto.

Zapeando pela web hoje cedo antes de começar o dia acabei encontrando um post no The Guardian onde Tom Goodwin, da Havas Media, destaca o que ele acredita serem as sete tendências apresentadas nesta edição do SXSW. Uma delas, chamada por ele Adventure Capital, fala justamente sobre startups e a Startup Village.

Segundo ele, sem uma explicação muito lógica, é possível encontrar entre fundos de VC, histórias de sucesso e Kickstarter’s, uma geração de millennials que enxergam no lançamento de uma startup o trampolim para a carreira. O novo ano sabático, uma chance para estudantes ambiciosos aprenderem com dificuldades. O resultado: grandes empresas como McDonalds e Mastercard se envolvendo com esse cenário, demonstrando que existem dinheiro e suporte na jogada.

Para Tom, um capital de aventura. Para os emprendedores mais apoio e suporte para seus projetos. Para as grandes empresas uma quase-garantia de inovação aberta contrária ao conservadorismo corporativo. Para o ecossistema, sustentabilidade e crescimento. Uma evolução que mais uma vez pode colocar o mercado americano alguns passos mais à frente do nosso. Enquanto por aqui, grandes empresários continuam se perguntando: o será que são essas tais startups?

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Marcus Pereira

Marcus Pereira

Community Manager - Capivalley

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