Vale do Silício: por que conhecer a região mais inovadora do mundo?
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Vale do Silício: por que conhecer a região mais inovadora do mundo?

O Vale do Silício, região compreendida entre San Francisco e San Jose no norte da California, é o local onde muitos dos empreendedores startupers brasileiros gostariam de estar. Conhecido como uma espécie de Hollywood do empreendedorismo e da tecnologia, o Vale do Silício está imerso em um contexto cultural que explica porque ele se tornou um dos pólos mundiais das startups, sede de gigantes da tecnologia como Google, Apple, Facebook, e também de grandes aceleradoras e investidores de startups, como a 500 Startups e a Y Combinator.

Coincidência ou não, uma das coisas que menos se encontra por lá é silício - o metal. No entanto é outro metal que explica uma parte dessa vocação empreendedora do Vale do Silício. No ano de 1849, em plena corrida do ouro o pequeno povoado de São Francisco passou de 200 habitantes para mais de 30 mil, em 1852 - época em que nasceu o termo 49ers, que designava os exploradores que vieram para a região em busca do ouro. Assim como hoje, poucos foram os que atingiram o sucesso com a mineração, mas uma coisa ficou marcada para sempre na cultura local: o espírito empreendedor e aventureiro daqueles que ali chegaram. Esse sentimento, junto de um forte multiculturalismo, tornaram a região um centro de diversidade de ideias, culturas, religiões e opiniões.

Mas por que o Vale do Silício é tão especial?

Passados tantos anos depois dessa época, hoje o Vale do Silício é conhecido mundialmente por ser o principal pólo quando se fala em empreendedorismo e startups. Outras regiões vem despontando, é verdade, mas o maior buzz ainda é em torno desta mística faixa de terra californiana. Nunca estive por lá pessoalmente mas fui atrás de boas referências para reunirmos algumas características que explicam porque as coisas acontecem pra valer por lá.

Universidades inovadoras

stanford

Entre as entidades que mais influenciam um ecossistema empreendedor, junto com o poder público, estão as universidades. E no Vale do Silício a história não é diferente. São diversas universidades, faculdades, centros de estudo e pesquisa que revelam anualmente projetos que podem se tornar startups bilionárias em poucos anos. Entre as principais está Stanford, berço de startups como Instagram, Stubhub, Facebook e Snapchat.

Ideias não valem nada

ideias não valem nada

Outro ponto forte na cultura do Vale do Silício é o que estamos acostumados a chamar de cultura maker. Ou seja, ideias não valem nada, o que vale mesmo é a execução, que vem para premiar os mais resilientes e corajosos a ponto de tirarem as ideias da cabeça e do papel para colocaram em prática. Todos nós temos ideias o tempo todo. No papel e na imaginação tudo é possível, mas é só colocando em prática no mercado que você poderá efetivamente testar a viabilidade do negócio.

Cabeça aberta

mente aberta

Como base para todos isso, e não só pelo empreendedorismo mas também pela multiculturalismo da região, a cabeça aberta das pessoas é um ponto chave para o sucesso do ecossistema do Vale do Silício. Empreendedores altamente disruptivos como Elon Musk seriam facilmente ignorados e ridicularizados em outros ambientes menos propensos a inovação. Evitar o pré-julgamento é pré-requisito para quem se estabelece na região.

Cultura do compartilhamento

cultura do compartilhamento

Uma cultura com a mente aberta não se constrói sem uma cultura de compartilhamento, e diferente de muitos lugares, no Vale do Silício isso é muito forte. Ou seja, todos os empreendedores compartilham seus planos e ideias com todos o tempo todo. Afinal de contas você nunca sabe quando vai encontrar aquele co-founder que faltava para seu negócio, ou mesmo um investidor-anjo ou fundo.

Confiança e credibilidade

Networking no vale do silício

Dizem que são as conexões que movem a vida, e claro, no Vale do Silício isso não poderia ser diferente. No entanto me parece que o networking por lá existe de uma maneira bem mais séria, quase conservadora - por mais incrível que essa "regra" pareça. Pode ser relativamente fácil ter uma reunião com alguém importante, como um investidor, mas isso não significa que você vai conseguir. Pessoas importantes por lá só recebem novos contatos pessoalmente se estes vierem através de uma indicação de confiança para ele.

Competitividade e foco no trabalho

competitividade e foco no trabalho

Diferente do que a maioria pensa o Vale do Silício é altamente competitivo. Um erro muito comum de empreendedores brasileiros é achar que vão chegar lá e tudo vai acontecer. Não é bem assim que as coisas funcionam. Receita para sobreviver? Foco em resolver problemas grandes o suficiente da forma mais simples possível. Um de cada vez, e em mercados específicos.

Errar é humano

errar é humano

Como todo ecossistema de inovação desenvolvido o fracasso faz parte do dia-a-dia do Vale do Silício. Enquanto a maior parte das culturas considera o erro vergonhoso, por lá ele é parte natural do processo já que o pressuposto para a inovação é o teste. Se nunca errou é porque não tentou algo novo.

Missão para conhecer o Vale do Silício

missao para o silicon valley

Muitas pessoas tentam explicar essas razões que tornam o Vale do Silício esse lugar mágico para empreendedores e startups, mas dizem que só visitando a região e conhecendo de perto para sentir de verdade essa cultura. Para fazer a viagem valer a pena é importante um bom planejamento para saber onde ir e quando, e até mesmo para descobrir quais os eventos que vão rolar no período em que estiver lá. Afinal de contas todo mundo que vai quer aproveitar para conhecer a maior quantidade de lugares e ainda conseguir o máximo de contatos possíveis.

Pensando em facilitar a vida de quem quer conhecer outros ecossistemas de inovação pelo mundo e ainda conectar o Brasil com outros países é que surgiu a Raccoon Trips, uma empresa spinoff do iCities que visa proporcionar às pessoas a oportunidade de conhecer de forma envolvente como funciona o empreendedorismo em regiões efervescentes como Vale do Silício. "O Raccoon Trips surgiu da ideia dos fundadores, em uma missão à Silicon Beach em 2014, de explorar as conexões entre o Brasil e outros centros de inovação no mundo, mas de uma forma em que os participantes tenham acesso a conteúdo, conexões e contexto de acordo com suas atividades", explica Caio Castro, um dos fundadores do projeto.

raccoon-trips

O objetivo da nova empresa é desenvolver missões que tenham mais conteúdo e conexões para quem se interessa por empreendedorismo de impacto, já que a equipe de fundadores acredita no poder cultural para despertar novas ideias e expandir horizontes. "O Raccoon Trips foi desenvolvido pensando em profissionais que buscam desenvolver sua competência empreendedora", diz Caio.

raccoon trips no silicon valley

Para este ano os empreendedores planejam uma primeira missão ao Vale do Silício ainda no primeiro semestre visando a participação no SVOD, um dos maiores eventos da região. Para o segundo semestre o plano abrange uma viagem à Silicon Beach - região mais ao sul da California - e outra novamente para o Silicon Valley. No início do ano quem o planejamento ainda contempla uma ida à Austin para o famoso festival SXSW.

Como era de se esperar a nova empresa nasce com um espírito explorador traduzido pelo seu nome e logo. "Nós, assim como os guaxinins, acreditamos que o mundo está sempre em movimento e para tal, precisamos acompanhá-lo, sempre nos adaptando às novas necessidades e meios.", explica Caio. "A curiosidade faz parte de nossa essência, buscamos a todo momento aprender algo novo e fazemos questão em compartilhar com quem está ao nosso redor".

Para maiores informações sobre a empresa e as viagens clique aqui e entre em contato pelo email ou ainda pelo telefone (41) 3015-6900.

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Marcus Pereira

Marcus Pereira

Community Manager - Capivalley

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