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Campus Party Brasil: O carnaval geek

Campus Party Brasil: O carnaval geek
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Essa foi minha primeira vez na Campus Party. E confesso que fiquei bem feliz quando recebi o email da assessoria confirmando nossa credencial de imprensa. O ponto é que depois de acordar às 05h30 para ir ao aeroporto, horas depois lá estava eu desembarcando no maior evento de internet do Brasil. Ou o carnaval geek, como passei a chamá-lo.

Chegando lá, um galpão enorme abriga três áreas distintas. A Open Campus, área de stands aberta ao público com expositores como Submarino, CBN, Petrobras, entre outros. O Camping, que abriga as barracas dos cerca de 8.000 campuseiros, e a Arena, onde tudo realmente acontece. Um ambiente repleto de longas mesas ocupadas por aficcionados em tecnologia de todos os níveis: o hard-user de redes sociais, o hacker, o startuper, o gamer, isso sem falar da galera da robótica, do arduíno, entre tantos outros.

Além das mesas dos campuseiros, diversos palcos ocupam o espaço. Cada um é dedicado a uma temática distinta e com uma programação de fazer inveja, onde tudo acontece ao mesmo tempo. A dificuldade para processar toda a informação e a sensação de estar perdendo algo é constante – uma palestra, um bate-papo, uma conversa com alguém importante. Como a web que vivemos, uma experiência marcada pela grande quantidade de informação e pelos ruídos no processo: seja o áudio dos palcos simultâneos ou o barulho característico de empolgação dos campuseiros.

carnaval geek texto

Carnaval que se preze tem festa e diversão. Do campeonato generalizado de League of Legends que rola madrugada adentro, até manifestações espontâneas da mais pura animação por estar ali, presente. Surge então o grito característico em meio à multidão: Oooooooo! E como uma torcida com seu líder, a galera responde em alto e bom som: Oooooooo! Aprendi rápido: era esse o grito de guerra da #cpbr8.

As atrações do carnaval geek, como não podia ser diferente, são diversas. Palestrantes incríveis que te presenteiam com falas muito bacanas e que ainda permitem que você os chame de lado para uma conversa mais aprofundada. Contatos e mais contatos de pessoas incríveis que acabam surgindo ao longo do evento – no corredor, no café, ou na fila pra testar aquele novo gadget. Isso sem falar daqueles que estão no evento expondo seus trabalhos – onde eu destaco especialmente os startupers que tive a oportunidade de conhecer no Startups and Makers Camp. No ambiente digital as atrações são, é claro, os gadgets. E dos mais variados tipos. Jogos, simuladores, e respeitando a tendência que é cada vez mais forte, os óculos de realidade virtual (fiquemos ligados!).

No final, depois dessa experiência marcante e da vivência em um evento como a Campus Party, um sentimento fica marcado. Podemos construir os gadgets que quisermos com a tecnologia que quisermos, mas por trás de cada máquina sempre vão existir pessoas. Pessoas que vão mudar sua vida em uma conversa de poucos minutos, ou quem sabe vão te conectar com aquele investidor que você sonha para sua startup. As mesmas que conseguiram construir um evento incrível, onde avatares viram pessoas reais, e no fim das contas todo mundo se sente parte do mesmo grupo. Valeu #CPBR8 e que venha o carnaval geek 2016!

Marcus Pereira Fundador e editor do Capivalley. Sempre teve interesse no mundo digital. Antes do Capivalley foi sócio e co-fundador da startup Upwell Web Performance. Defensor da cultura startuper e do empreendedorismo como caminho para transformação social e econômica. Trabalha também com inbound, growth hacking e marketing de performance.

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