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Da indiferença à ação!
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Da indiferença à ação!

Diante de qualquer acontecimento ou informação, pode-se traçar de forma simples uma escala de percepção de cada indivíduo. Separamos em 4 partes com uma breve explicação e um exemplo de cada. Vamos direto a elas.

1. Indiferença

A primeira e mais baixa percepção que um indivíduo pode ter, após conhecer o fato, é a indiferença. É o jeito mais fácil de lidar com algo e em algumas vezes é legítimo fazê-la para que se tome foco em algo mais importante. No entanto essa tática vem sendo usada à exaustão onde devia ser concentrada total atenção e discernimento pessoal. Um exemplo é a de um funcionário que descobre um erro, uma falha em uma das áreas da empresa e resolve ficar calado, simplesmente o ignora, mesmo estando envolvido com o problema e muitas vezes sendo responsável por aquilo.

É possível citar também pessoas que diante de um absurdo, sequer se incomodam com ele. Vemos isso corriqueiramente. Pessoas caladas frente a uma fila no banco de duas horas para pagar suas contas, impostos absurdos, corrupção extrema, extorsão por outras pessoas, violência, etc.

Podemos considerar essa atitude na maioria das vezes qualificada abaixo da mediocridade.

da indiferenca a acao

2. Reclamação

A reclamação está um passo à frente da indiferença mas pode se tornar uma armadilha, uma vez que ela demonstra uma reação ao fato mas não toma nenhuma ação sobre, apesar de dar a sensação de tomada de decisão e indignação. É onde a maioria se encontra e não se passa adiante. Um exemplo é a de um profissional perceber algum problema em sua empresa e passar a reclamar dele aos amigos, colegas próximos, mas mesmo sendo de sua total capacidade e responsabilidade resolvê-lo, acaba transferindo tais atributos a qualquer outro lugar que não seja perto de sua área de atuação.

Observamos essa atitude em todos os lugares. Pessoas reclamando da violência alta, dos impostos, da corrupção, da faculdade, do país, do vizinho, do funcionário; em todos os lugares você pode escutar: Happy-hours, jantares, almoço em família, etc.

Podemos considerar essa atitude na maioria das vezes qualificada como medíocre (aquilo que está entre o bom e o mau, médio ou mediano).

3. Questionamento

O questionamento já se distancia um pouco da “nota mínima de aprovação” e das pessoas que assim pensam, principalmente devido a um pequeno fator: A reflexão. Para se questionar determinado acontecimento ou informação é necessária uma junção mínima de informações, algumas comparações com pontos já conhecidos e a proposição de melhorias para aquilo que esteja em foco. Pode-se citar o exemplo de um futuro empreendedor que descubra alguma falha em determinado nicho e questiona se aquele é o melhor jeito de resolver aquele problema, criando assim algumas outras hipóteses de inovação.

Com um olho mais apurado percebemos pessoas com um senso crítico, curiosidade e criatividade suficientes para perceber gargalos, problemas sendo atendidos de forma pobre, criando em cima disso questionamentos sobre como aquilo é feito e criando novas proposições de melhoria.

Podemos considerar essa atitude qualificada como acima da média, porém ainda não é o suficiente para causar um impacto genuíno na realidade, na prática.

4. Ação

Aqui estamos diante do passo mais alto e que verdadeiramente quebra as barreiras engessadas da realidade. Falar sobre ela é fácil pois não é a ação em prática. Não espere uma fórmula secreta descrita aqui; somente a ação gera a ação. Para as pessoas que não pararam ou se contentaram e após ter passado por 3 etapas, necessárias para se chegar ao passo atual, chegamos à ação, a qual se desmembra em três simples práticas:

Planejamento

É humanamente impossível tomar uma decisão sem traçar uma estratégia minima, mesmo que essa atitude seja tomada de forma quase imperceptível pela própria pessoa. Essa etapa é muito variável dependendo da ação pretendida.

Atuação

Esta em si é a pureza ativa que estamos procurando. Milhões de pessoas se perdem em todas as etapas atrás, até mesmo diante do planejamento que é seguido de um congelamento guiado pelos instintos mais profundos.

Aqui está o diamante polido, a verdadeira arte de viver, como queira chamar. Mesmo que seguida de erros e do não cumprimento da estratégia, mostra a verdadeira essência da improvisação de um Homo Sapiens.

Replanejamento

O mais importante foi feito mas não esperamos que ninguém acerte sua previsão perfeitamente da primeira vez. Para continuar vivendo é necessária uma releitura dos dados então expostos, se preferirem o termo feedback, e então é feita uma nova estratégia. Esta pode ser feita em segundos ou em meses, dependendo do que se está perseguindo.

Atente-se que o ciclo da ação é infinito e que até mesmo o ser humano mais determinado se vê obrigado pelas leis do cérebro a passar pelos quatro passos. Em um dia pode-se ignorar algum fato, no outro pode-se reclamar somente e parar por aí. Posteriormente pode-se questionar sobre tal fato e parar. Posteriormente pode-se chegar à ação planejada. Pode-se parar por aí. Inclusive pode-se tomar a ação propriamente dita e parar sem voltar a insistir.

Está claro do porque é tão difícil criar um negócio bilionário e ser bem-sucedido. Está claro do porque você tem uma parcela importante sobre seu destino.

Caique Lauerti

Caique Lauerti

Growth Hacker - Contabilizei

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