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Como está o atual Ecossistema de Inovação no Brasil?

Como está o atual Ecossistema de Inovação no Brasil?

A inovação faz surgir formas diferentes de pensar sobre as coisas do mundo, que possibilitam o surgimento de diferentes modos de produção. Um produto, uma ideia ou um método inovador, que se distingue de seus pares por se parecer pouco com as normas e os padrões em vigor.

Com isso, o ecossistema de inovação no Brasil está crescendo cada vez mais, por causa dos grandes fundos de investimento, relação entre startups e grandes empresas, surgimento de unicórnios brasileiros, mudança na cultura de inovação, criação de instituições de capacitação, hubs de inovação, aceleradoras, incubadoras e espaço de coworking, aumento da inovação aberta e entre outros fatores.

Apesar de ser uma das maiores economias da América Latina, o Brasil é apenas o quinto país mais inovador entre as 19 economias da América Latina e Caribe. Sendo assim, o Brasil segue atrás de Chile (51º), Costa Rica (55º) e México (56º), segundo o Innovative Genomics Institute (IGI). Mesmo o Brasil não conseguindo alcançar grandes classificações relacionadas a inovação ainda.

Desde a década de 90, o Brasil começou a implementar diversas ações voltadas à ciência, tecnologia e inovação. Esses avanços se refletem na melhoria de importantes Indicadores de ST&I, relacionados a publicações, infraestrutura, centros de pesquisa e empresas. No mundo o Brasil já se destaca pela realização de pesquisa e desenvolvimento (P&D), tecnologias de informação e comunicação (TIC), comércio, escala de mercado e competição, trabalhadores especializados, absorção e criação de conhecimento, o qual o Brasil aparece entre os 50 primeiros no mundo.

As principais ações mapeadas que o Brasil já realizou durante os anos foram: 

Criação de fundos setoriais - Em 1999, houve a criação dos fundos setoriais, compostos de contribuições de vários setores da atividade e uma parte de royalties do petróleo que alimenta os fundos.

Lei da Inovação - Em 2004, a lei de inovação forneceu regras para a participação de pesquisadores de instituições públicas em projetos com empresas e para a comercialização de propriedade intelectual derivada deste tipo de parceria.

Lei do Bem - Em 2005, a lei do bem aumentou o escopo e facilitou o uso de incentivos ficais para a realização de investimentos privados em pesquisas e desenvolvimento. 

Nacional estratégia para ciência, tecnologia e inovação (ENCTI) - Em 2012, o ENCTI foi projetado para criar uma base consistente, científica e tecnológica, capaz de responder às demandas da economia brasileira e sociedade.

EMBRAPII - Em 2013, houve a criação da organização social voltada para suporte tecnológico e serviços para indústrias e empresas, com um novo modo deoperação no Brasil, inspirada pelo Fraunhofer-Gesellschaft Institute na Alemanha.

Novo regulamento quadro para C&T - Em 2016, foi criado o novo regulamento quadro para C&T, que foi estabelecido priorizando o desenvolvimento de três eixos principais: a integração entre empresas privadas e a pesquisa pública; a simplificação de administração, pessoal e financeira, de processos em instituições públicas de pesquisa; e a descentralização do Desenvolvimento de setores de CTI nos estados e Municípios.

Ademais disso, as melhores universidades no país tem criado startups baseadas em conhecimento e algumas dessas tornaram-se unicórnios (empresas que valem mais de US$ 1 bilhão). Até o momento o Brasil começou a conter no ecossistema de startups, 11 unicórnios e 1 decacórnio. 

99 - App de transporte, criado em 2012 pelo Paulo Veras, Ariel Lambrecht e Renato Freitas. A 99 se tornou um unicórnio em janeiro de 2018, ao ser adquirida pelo equivalente a US$ 1 bilhão pelo grupo chinês Didi Chuxing. 

Pag Seguro - A empresa de meios de pagamento PagSeguro se tornou um unicórnio brasileiro ao abrir seu capital na bolsa de valores de Nova York. Ao final do primeiro dia no mercado, a companhia estava avaliada em US$ 9,2 bilhões. Atualmente, a empresa vale em torno de US$ 15,44 bilhões. 

Nubank -  O Nubank foi avaliado em US$ 4 bilhões, ao receber fundos da chinesa Tencent. Em julho de 2019, se tornou a primeira startup brasileira a se tornar um decacórnio, ao receber US$ 400 milhões do fundo americano TCV, chegando à avaliação cerca de US$ 10 bilhões. 

Stone - Fundada pelo carioca André Street em 2012, a Stone se beneficiou de uma mudança regulatória para crescer no mercado brasileiro de maquininhas de cartão de crédito. Ao abrir capital na bolsa de valores de Nova York em 2018, chegou à avaliação de unicórnio. 

iFood - Recebeu em novembro de 2018 um aporte de US$ 500 milhões dos fundos Naspers e Innova Capital, ligado a Jorge Paulo Lemann. Com isso, a startup de delivery de comida tornou-se um unicórnio.

Movile - É uma startup de venture capital que investe em empresas promissoras do mercado. Atingiu a marca de 1 bilhão de dólares, quando o iFood se tornou um unicórnio.

Loggi - alcançou a marca de unicórnio graças a investimentos do grupo japonês SoftBank, que abriu um fundo avaliado em US$ 5 bi para o mercado latino. Com isso a startup de entregas levantou US$ 150 milhões em uma rodada liderada pelos japoneses. 

Gympass - A empresa recebeu um aporte de US$ 300 milhões liderado pelo SoftBank e pelo General Atlantic, fundo americano com experiência em startups. 

QuintoAndar - Está presente em 25 cidades brasileiras e fecha 4,5 mil contratos por mês. Virou unicórnio ao receber US$ 250 milhões em uma rodada liderada pelo SoftBank e pelo fundo americano Dragoneer. 

Ebanx - Primeiro unicórnio da região Sul, a Ebanx virou unicórnio ao receber um novo aporte do fundo de private equity FTV, do Vale do Silício. 

Wildlife - Alcançou a avaliação de mercado de US$ 1,3 bilhão após receber um aporte do Benchmark Capital (de Uber, Twitter e Snapchat), em sua segunda rodada na história.

Na área da educação, houve o crescimento do número de universidades e cursos, aumento do número de bolsas (ProUni programa), aumento de subsídios para estudos privados (Programa FIES) e uma maior oferta de cursos de pós-graduação. Sem contar uma melhoria das infraestruturas físicas, criação de novos laboratórios, aceleradoras, incubadoras e hubs de inovação. 

Com o forte crescimento de contribuições sociais e progresso das últimas duas décadas, o Brasil se tornou uma das principais economias do mundo. Tendo assim, um mercado de trabalho dinâmico com melhores acesso à educação. Isso permitiu milhões de brasileiros conseguirem melhores empregos e um melhor padrão de vida. E também, esses esforços são responsáveis por promover mais conexões entre diferentes players do sistema nacional de inovação. Aumentando o senso de comunidade, give back e transformação para o Brasil se tornar cada vez mais em um país melhor de se viver.

Todas esses acontecimentos que ocorreram não seriam possíveis, caso pessoas não se empenhassem para isso acontecer. Sejam elas dentro ou fora da curva, e independente de rituais ou burocracias dentro do ambiente de trabalho. Para esse movimento ocorrer, foi necessário ter um espírito de colaboração de pessoas disponíveis em ajudar o próximo, uma rede de investidores anjos, pessoas dispostas a dar mentorias para empreendedores, iniciativas de apoio a mulher, compartilhamento de conteúdos e experiências com outras pessoas, voluntariado e a realização de eventos importantes como por exemplo: feiras, workshops, meetups, talks, hackathons e bootcamps que fomentam o ecossistema de inovação.

Esses foram algumas das iniciativas que ocorreram até agora, as quais foram responsáveis em contribuir para o ecossistema de inovação no Brasil. E para você, qual acontecimento ou iniciativa importante que ajuda fomentar este sistema?

Deixe sua resposta nos comentários abaixo, para que possamos debater mais sobre o tema.

Até a próxima :)

Capivalley
Lorena Pickert Striquer.
Lorena Pickert Striquer. Seguir

Sou uma estudante, sonhadora e contadora de histórias focada na construção de experiências comunitárias que ajudem a capacitar outras pessoas. Atualmente trabalho como Community Manager na Hotmilk. Tem alguma pergunta? Me mande uma mensagem :)

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