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Trilha 1 | Google Analytics - Diferenciando Usuários de Sessões
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Trilha 1 | Google Analytics - Diferenciando Usuários de Sessões

Durante algum tempo eu venho me deparando com as mais variadas dúvidas acerca de Google Analytics. E após incentivo de alguns amigos resolvi criar uma trilha de desmistificações a cerca da ferramenta, a fim de orientar e colaborar com os publicitários, desenvolvedores, profissionais de marketing ou qualquer outro profissional analítico que possua interesse na ferramenta.

Costumo dizer que todo indicador de performances (KPI) possui uma lógica para tomada de decisão, ou seja, os indicadores são um compilado de variáveis técnicas e estratégicas que apresentam no final um número positivo ou negativo.

Quero exemplificar melhor esse quesito com o seguinte exemplo:

Já chegou a imaginar a quantidade de esforço necessário para perda de peso? São necessários horas de treino, dias e dias de alimentação balanceada para no final você ver um dado positivo ou não na balança.

Assim são os dados, um compilado de variáveis técnicas, processamentos, condições e configurações que fazem com que o número apareça em seu painel do Google Analytics.

Reforço esse fluxo pois cada vez mais é comum analistas se basearem em dados sem fundamento ou embasamento técnico. Que não sabem com o dado foi processado ou a condição técnica para extração de um simples relatório.

Quando digo técnico, não estou me referindo que analistas de marketing devem programar, ou realizar implementações de scripts de monitoramento de maneira correta. Mas entender como é processado um dado é de extrema importância.

Mas chega de filosofia. Vamos entender um pouco sobre o Google Analytics, como ele se alimenta e em que habitat ele vive.

Google Analytics ou GA como é carinhosamente apelidado pelos profissionais, é uma das principais e primeiras ferramentas de web Analytics (monitoramento online) que existem no mercado.

Se você deseja ter uma presença digital relevante, vai sem sombra de dúvidas precisar acompanhar de perto a lógica por trás de uma métrica da ferramenta.

Aproveito para reforçar que é muito comum o pensamento de que o G.A (Google Analytics) é apenas uma ferramenta que mede e fornece números e gráficos bonitinhos dos usuários que acessam um determinado site. Mas, monitoramento digital é muito além do que ver números. É estressar os dados até que eles lhe digam para que caminho seguir.

Entrando nesse quesito de que caminho seguir, precisamos compreender as diferenças entre métricas que em sua teoria são muito parecida, mas dizem coisas totalmente opostas.

O Google Analytics possui mais de 30 categorias de indicadores para que seja possível compreender a jornada de um cliente. Das 30 categorias o céu é o limite e as possibilidades de cruzamento de dados são literalmente infinitas.

Dentro do que a ferramenta se propõe a fazer, ela o faz com muita excelência.

É possível fazer desde uma simples mensuração de resultado vinda por um canal específico, até grandes testes A/B onde a própria ferramenta direciona 50% do público para um lugar X e outro 50% do tráfego para o lugar Y. Sim! Ela faz o trabalho sujo para você haha.

Dentro das grandes possibilidade de análise, vamos começar pela mais simples e importante:

A jornada de consumo de um usuário, onde iremos compreender o que são USUÁRIOS, e o que são SESSÕES.

Imagine o seguinte cenário:

João (Usuário) resolve guardar o seus momentos com a sua barba estilo lenhador. Ele decide ir até um estúdio fotográfico para negociar um book. Após pechinchar muito, ele agenda para fotografar o seu grande momento.

Em um dia apropriado, João (Usuário) se desloca até o estúdio para a sua sessão de fotos. Nessa sessão de fotos João tira aproximadamente 70 fotos, troca de roupa umas 4 vezes e por final ainda faz um vídeo que ganhou de brinde.

Essa é a melhor forma de exemplificar a lógica por trás de uma jornada de navegação.

Se essa história estivesse no Google Analytics. João seria um USUÁRIO, com duas sessões:

Entrada para negociação.

Volta para tirar fotos e diversas interações que na ferramenta seriam visitas de páginas e uma conversão (contratação do serviço).Simples não? Quando entendemos a lógica por trás de uma mensuração, fica muito mais fácil embasar nossa tomada de decisão.

Simples não? Quando entendemos a lógica por trás de uma mensuração, fica muito mais fácil embasar nossa tomada de decisão.

É importante você entender isso, pois a ferramenta do Google Analytics, sempre colocará a sessão como a primeira métrica de análise e muitos olham para ela isoladamente sem cruzar com os usuários.

Uma dica que eu lhe dou: Sessões sempre serão maior que usuários, e páginas visualizadas sempre maior que sessões.

Aprendendo a parte chata, os princípios Técnicos:

O que são usuários?

Usuários são todos os visitantes que interagiram com seu site ou blog, durante um determinado período de tempo. Para a ferramenta um usuário só é usuário, quando ele navega pelo menos por uma página.

Essa identificação acontece por intermédio de cookies que são armazenados no navegador de cada usuário

< Gostoso né?, mas não tem nada haver com isso HAHA 

Embora a cada dia as ferramentas estejam conhecendo mais e mais sobre nós, os cookies não são a melhor forma de trackeamento de um usuário, tanto é que EU sou único (ÓBVIO HAHA), mas para a ferramenta se eu acessar no celular, depois no computador e ainda mais depois no tablet, eu sou 3 usuários, pois ela entende Cookies. Com o avanço do Google, se um usuário navega logado em uma conta Google em seu navegador, ele já entende essa diferença e atribui você como único, e diferencia o dispositivo de sua sessão para identificar seu comportamento em cada dispositivo.

Mas vamos ser sinceros: Esse é o tipo de comportamento de Hevy-User (Usuários experientes em meio digital) e ainda são uma pequena fatia do universo de navegação.

Como a métrica “usuários” é calculada?

Existem duas maneiras que são utilizadas pelo Google Analytics para calcular essa métrica. Elas são divididas entre dados pré-calculados e dados calculados imediatamente.

Os dados pré-calculados utilizam o número de sessões dentro de um período específico para calcular a métrica. Essa informação é conhecida como “horário do cliente”, já que ela mapeia os pontos de acesso daquele visitante e preenche uma tabela com essas informações. Assim, sempre que for necessário, o Analytics pode consultar esses dados e exportar um relatório referente aos usuários em um determinado período de tempo.

Os dados calculados imediatamente são mais completos. Esse método é utilizado quando mais variáveis são inseridas dentro de um relatório, por exemplo.

Para adicionar qualquer filtro, o GA vai calcular os usuários com base nos cookies armazenados dentro dos navegadores de cada visitante. Isso se dá nos famosos (Segmentos Avançados: Papo para outra trilha de desmistificação do G.A)

 O que são sessões?

Sessão é um conjunto de ações que os usuários executam dentro do seu site ou blog. (Lembre-se das fotos do joão no estúdio, vai facilitar)

Essa métrica é interessante, pois cada sessão tem uma duração de 30 minutos. Exemplo: se o usuário ficou inativo por 30 minutos, ou seja, não interagiu com nenhuma página no seu site, então sua sessão é finalizada automaticamente.

Se ele saiu da sua página e voltou depois de 30 minutos, então ele realizou duas sessões. Mas, se ele saiu e voltou dentro desse período de tempo, então a sessão continua a mesma.

O mesmo vale se o usuário continuar navegando por suas páginas por mais de 30 minutos. Contanto que ele esteja ativo, a sessão é a mesma!

Um usuário pode abrir várias sessões ao longo de um dia, semana ou mês.

Como a métrica “sessões” é calculada

Vamos supor que o João chegou no seu blog através de uma pesquisa no Google. Depois de ler o seu artigo, ele clicou em mais um artigo, depois interagiu com um CTA (Chamada para ação) e fez o download de um e-book. Tudo isso durou 40 minutos.

Como você já sabe, uma sessão expira em 30 minutos, mas como João se manteve ativo, toda essa navegação conta como uma sessão!

Para entender um pouco melhor essa métrica, imagine o seguinte: as 14 horas João abriu o primeiro post, então, a sua sessão está configurada para expirar as 14:30 hr. Porém, as 14:15 hr, ele clicou no segundo post e sua sessão foi postergada para expirar as 14:45 hr.

A cada novo evento dentro de uma página, o Google Analytics configura aquela sessão para expirar daqui a 30 minutos.

Mas e se João fizer uma pausa para o almoço de, exatamente, 31 minutos?

Ao voltar a navegar pelo seu blog e sair do período de inatividade, João terá iniciado uma nova sessão. Portanto, será o mesmo usuário realizando uma nova sessão no blog.

 Existem, ainda, mais duas formas de criar uma nova sessão dentro do Analytics.

A primeira é com a passagem de 23:59hr para 00hr. O início de um novo dia cria, automaticamente, uma nova sessão, mesmo que o usuário esteja ativo dentro do site.

A segunda forma é chamada de “alteração de campanha”.

Suponha que João chegou até o seu blog através de uma pesquisa orgânica no Google, mas logo depois, realizou uma nova pesquisa e clicou em um anúncio da sua empresa.

Cada um desses cliques resultou em uma nova sessão, pois os meios de captação desse usuário foram diferentes.

Bom! Assim terminamos a primeira trilha de desmistificação. Espero que sua leitura tenha sido de muito aprendizado e tenha colaborado para uma melhor analise de seus resultados.

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Ah! Se quiser estou a disposição também. Basta me mandar um e-mail com suas dúvidas que terei o prazer de responder e até criar um artigo se for necessário: gribeiro.analise@gmail.com

Muito Obrigado pela atenção.

Esqueci de comentar, mas críticas também são importantes e podem ser enviadas por e-mail ou como achar melhor. 

Guilherme Dias Ribeiro | Analista no núcleo de Inteligência e Performance do Jornal Gazeta do Povo e certificado pelo Google Analytics (Não quer dizer muita coisa, mas é sempre bom passar por uma prova para medir seus conhecimentos)

Referências além de mim:

marketingdeconteudo.com

support.google.com/analytics/?hl=pt-BR#topic=3544906

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Guilherme Dias Ribeiro

Guilherme Dias Ribeiro

Guilherme Dias Ribeiro e analista no núcleo de Inteligência e Performance do Jornal Gazeta do Povo, certificado pelo Google Analytics e apaixonado por Marketing Digital.

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